De fácil acesso, gratuito, rápido e prático, o Pix se espalhou pelo Brasil, trazendo flexibilidade e um universo de novas possibilidades de pagamento. Em novembro do ano passado, em meio a pandemia, nascia a mais nova transação criada pelo Banco Central. 

Neste primeiro ano, a nova ferramenta de inclusão financeira teve um expressivo impacto na sociedade brasileira e ágil absorção na economia do país, sendo assim responsável por boa parte das transações no comércio. 

Para ter uma demonstração de impacto das transações, o Pix representou mais de 80% das transações PJ no banco BS2.

E para ilustrar a rápida adesão ao sistema, uma pesquisa pela Capterra, plataforma de comparação de softwares, revelou que 76% da população tem alto grau de confiança no Pix.
O primeiro panorama anual das transações instantâneas e gratuitas nos mostrou que:

Perigos novos e antigos 

Quem nunca ouviu falar no falso sequestro por telefone? Ou em um celular vendido por um quarto do preço, pago por boleto, e que nunca chegou? Ou até dos tijolos recebidos depois de uma compra pela internet? 

Com a chegada do Pix, os golpistas se reinventaram para aproveitar a chance de abordar as pessoas que ainda não conheciam bem aquele novo tipo de transação bancária.

De acordo com João Manoel Pinho de Melo, diretor do Banco Central (BC), uma das maiores dificuldades deste primeiro ano foi adaptar o sistema para que ele tenha cada vez mais segurança e evoluir os sistemas para resguardar a população de velhas e novas fraudes.

E ainda, para uma instituição financeira conseguir operar com o Pix, ela passa por um processo rigoroso de análise conduzida pelo BC, assim como outras movimentações bancárias, para trazer a maior segurança possível para o consumidor final. 

Por esses motivos, pode-se afirmar que o Pix é seguro a nível tecnológico e que os famosos golpes são, na verdade, resultantes de problemas com engenharia social.

O que é engenharia social?

Pensando na área de segurança da informação, a engenharia social é um termo usado para falar de ataques virtuais que usam de persuasão e até de certa falta de conhecimento da população em certos assuntos, para obter dados pessoais. Portanto, não depende diretamente da tecnologia, mas da intenção das pessoas.

Aproveitando-se desse primeiro momento da funcionalidade, diversos golpes começaram a aparecer. Dentre eles, páginas falsas de lojas, com preços irresistíveis ou de pré-cadastros falsos prometendo chaves do Pix o quanto antes.

Saindo das telas do computador, alguns golpistas chegaram a ligar para pessoas e convencerem os usuários a fornecerem dados bancários na promessa de chaves ou informações sobre a nova funcionalidade.

E logo após o lançamento, o imediatismo do Pix foi um problema. Criminosos evoluíram as extorsões via telefone e passaram a utilizar o Whatsapp para pedir quantias via Pix, que eram depositados na hora e muitos usuários perderam dinheiro com isso.

Pensando na proteção da população, Dandara Aranha, Head de Segurança e Riscos da Grafeno, falou sobre alguns pontos que podem ser essenciais na hora de diminuir as chances de golpes. Dentre eles estão:

Os cuidados, apesar de bem parecidos com os de outras funcionalidades bancárias, precisam ser sempre redobrados e atualizados com as evoluções tecnológicas para que, assim, os brasileiros consigam desfrutar de comodidades como transferências bancárias instantâneas.

Pix e a terceira fase do Open Banking

Ainda sem completar um ano de existência, o Pix foi e está sendo constantemente atualizado para a melhor experiência do usuário. Por isso, a terceira fase do Open Banking começou a operar em novembro de 2021 e trouxe outra novidade: o Pix 2.0.

O que é Open Banking?

Um termo que está muito comentado atualmente na mídia, o Open Banking realiza o compartilhamento de informações de clientes e produtos
entre instituições financeiras autorizadas pelo BC. Também existe a possibilidade de movimentação das contas em diferentes plataformas.
Esse tipo de abertura de dados só é possível com a autorização dos correntistas.  Saiba mais sobre o Open Banking neste post.

Nesta terceira etapa, o Pix é elevado a um outro patamar. Antes trazendo a agilidade de pagamentos, agora o apelidado Pix 2.0 pode atingir a universalidade com a possibilidade de usar a funcionalidade em aplicativos que não sejam apenas de um banco criando, assim, novas formas de transações. 

Mas o que muda na prática? Os consumidores podem fazer transações e pagamentos instantâneos em plataformas que sejam diferentes do banco em que eles estejam cadastrados. Portanto, há uma descentralização bancária. 

E quais empresas podem fazer esse tipo de transação? 

Mais uma vez, apenas empresas reguladas pelo BC podem fazer esse tipo de operação e, para isso, elas precisam receber o nome de Iniciadora de Transação de Pagamento (ITP). Na prática, significa que:

  1. O usuário vai autorizar o compartilhamento de dados, portanto, nada será feito sem que você saiba.
  2. A ITP vai conseguir movimentar o dinheiro da conta da pessoa para outra, sem ser o banco em que ele está guardado.

Atenção: Para evitar fraudes, procure sempre as páginas oficiais das empresas para verificar se elas são iniciadoras de pagamento ou não.

De uma forma geral, o Open Banking juntou-se ao Pix para criar novas soluções e ambientes para a população que usa diariamente os pagamentos instantâneos em diversos aplicativos, sites e plataformas.

Vai um troco aí? As novas funcionalidades do Pix

Além do desenvolvimento de segurança e descentralização dos meios de pagamento, o Banco Central criou novas maneiras de se utilizar os pagamentos instantâneos. Dentre eles estão o Pix Saque e o Troco.

Agora,  importante saber que para essas novas funcionalidades há um limite diário para evitar crimes como sequestro relâmpago: cada usuário só pode tirar R$ 500 da conta.

Pix Saque
Um cliente solicita um saque em um estabelecimento comercial que forneça a modalidade, faz um Pix para o local através de um QR Code e, após a autenticação do pagamento, recebe o valor em dinheiro.

Pix Troco
O procedimento na loja é muito semelhante ao Saque, mas é usado em conjunto com uma compra no local.  Ou seja, está atrelado à uma contra no comércio.

Por exemplo: Maria comprou uma blusa e uma calça no valor total de R$100. E ela gostaria de sacar R$15 para o ônibus, então pede a modalidade Pix Troco para a loja e faz uma transferência de R$115. No fim, a vendedora lhe entrega 15 reais em dinheiro.

Mas atenha-se ao fato de que nenhum estabelecimento comercial é obrigado a ofertar esses tipos de transações. E, se por um acaso, um local só tiver Pix Troco, não é dever dele ter o de Saque também. 

Receba por Pix com a Grafeno

Aqui suas cobranças podem ser automatizadas, personalizadas e criadas do melhor jeito para a sua empresa. Você pode receber o pagamento de seus clientes através de transferências, boletos e Pix. Por isso, é agilidade, organização e flexibilidade em uma só plataforma. 

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