Diferenças Pix e Whatsapp Pay

Apenas seis meses depois do lançamento do Pix, chegou ao mercado o Whatsapp Pay, que tem similaridades e particularidades. 

Em primeiro lugar, ambas as formas de pagamento passaram por validações e são regulamentadas pelo Banco Central do Brasil (BCB). A principal diferença, no entanto, é que o Whatsapp Pay não é uma ferramenta de pagamento, mas um iniciador.  Ou seja, ele apenas dá o pontapé inicial na movimentação e não acessa dados sobre os fundos movimentados pelos seus clientes, funcionando mais ou menos como um mensageiro que informa o desejo de realizar uma transação entre duas pessoas. 

Por isso, para se cadastrar no Whatsapp Pay, o usuário precisa informar dados básicos como nome, CPF e endereço, além de possuir um cartão de débito em uma das bandeiras suportadas. 

Quem é responsável por essa segunda parte — a de fazer o dinheiro sair da conta do pagador e cair na conta do recebedor — são os parceiros Visa ou Mastercard que, por sua vez, comunicam a lista de bancos disponíveis na plataforma para que eles sigam com a operação. 

No caso do Pix é preciso ter conta ativa em algum banco, já que o Pix é uma funcionalidade do app da instituição bancária, sendo alternativa às formas mais tradicionais de transferência, como TED e DOC, com transação instantânea e que pode ser efetuada a qualquer momento. 

Fica a dica de uso:
É fundamental ter a certeza de quem está por trás das mensagens quando se faz alguma transação eletrônica. Com golpes cada vez mais sofisticados envolvendo clonagem de números e de Whatsapp, o usuário deve estar atento para não se tornar uma vítima fácil. 

Por isso, atualize seu aplicativo antes de qualquer transferência e mantenha ativa a função de verificação de duas etapas, disponível no seu WhatsApp.

 

Parecidos, mas nem tanto

Além de suas funções de operação, essas ferramentas também se diferem em relação ao número permitido de transações. O Pix deixa a quantia a cargo das instituições financeiras, que podem customizar limites de acordo com as necessidades de cada cliente. Já o Whatsapp Pay determina que os usuários podem enviar até mil reais por transação, com limite de 20 transações por dia, não ultrapassando 5 mil reais por mês. 

Além disso, o Whatsapp Pay é disponível apenas para transações entre pessoas físicas, deixando de lado todos os estabelecimentos que utilizam a ferramenta. Por conta dessa limitação e por ter uma lista de instituições bancárias mais seleta, deixando de fora alguns bancos digitais que vêm atraindo cada vez mais clientes, pode-se dizer que o Whatsapp Pay é mais restritivo do que o Pix, mas os cuidados com ambos são semelhantes. 

Em resumo, o Pix e WhatsApp Pay são duas ferramentas com funções distintas — movimentação bancária e comunicação — com as quais o usuário já está familiarizado. Se usadas com atenção, essa combinação é mais do que bem-vinda para tornar as transferências mais ágeis e práticas.

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