A Agenda BC# influencia o mercado de crédito ao tornar os sistemas financeiro e de pagamento mais competitivos. Para isso, conta com um conjunto de medidas que tem como premissa atuar nos campos da inclusãocompetitividadetransparênciaeducação e sustentabilidade.

As inovações tecnológicas aplicadas ao mercado financeiro nos últimos anos estão refletidas no planejamento estratégico do Banco Central do Brasil (Bacen).

Em vigor desde o ano passado e com duração até 2023, o Plano Estratégico Institucional traz ações que, dentre alguns objetivos, busca tornar os sistemas financeiro e de pagamento mais competitivos.

Dentre esses pilares, os da inclusão e competitividade são os que mais afetam o mercado de crédito agora e no futuro. Não é de hoje que o Bacen discute a modernização do sistema financeiro e, para tratar desses temas, a Grafeno voltará um pouco nessa linha do tempo.

Como tudo começou

A pauta do Bacen teve início em 2016, com a criação da Agenda BC +, composta por quatro temas principais: cidadania financeira, modernização da legislação regulatória, eficiência e redução do custo de crédito.

A agenda trouxe projeções e direcionamentos para o mercado. Em dois anos, concluiu a regulamentação das fintechs de crédito nas modalidades Sociedade de Crédito Direto (SCD) e Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP), permitindo a atuação de novas instituições financeiras e aumentando a concorrência no mercado.

Outra medida foi a desburocratização da participação de capital estrangeiro em fintechs. Tais ações vieram como um fomento à inovação, à inclusão e competitividade — pilares da atual Agenda BC#.

Competitividade e acessibilidade para o mercado de crédito

Alguns pilares da Agenda BC# buscam melhorar o ambiente de crédito no Brasil e possuem medidas interligadas, em especial os da competitividade e inclusão.

Garantindo mais acesso aos players do mercado por meio da tecnologia, desburocratizando processos e controlando riscos, a Agenda BC# deseja tornar o sistema financeiro mais competitivo. Algumas medidas já estão concluídas (Pix), e outras em curso, como o open banking, que teve o início de sua terceira fase (inicialmente previsto o final de agosto) postergado para 29 de outubro deste ano.

Com isso, as plataformas digitais são práticas e impõem uma demanda crescente de adaptação para empresas e entidades. O Bacen propõe a inclusão como ação para simplificar processos.

As fintechs, atuando em modalidades de entidades como Sociedade de Crédito Direto (SCD) e Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP), são um passo importante nesse sentido pois impactam diretamente no acesso ao crédito.

Com elas, a ampliação de crédito para microempresas e microempreeendedores tornou-se uma das primeiras iniciativas concluídas no espectro inclusivo, graças ao aperfeiçoamento regulatório das fintechs, dos instrumentos especializados para prestação de garantias e da originação de crédito.

O que vem pela frente

Os direcionamentos da Agenda BC# têm muito mais a oferecer ao mercado do que o visto até aqui. Atualmente, há um grande campo para expansão dentro dos cinco pilares propostos, especialmente com o mercado financeiro cada vez mais inclusivo e aberto à competição.

É seguro afirmar que, como ocorre agora com o Pix, o open banking e as fintechs, surgirão novas entidades e produtos. Uma delas são as registradoras. Elas atuarão no armazenamento de informações de registro de ativos, revolucionando o mercado ao trazer mais agilidade e segurança nas transações.

Sobre esse tema a Grafeno tem muito a acrescentar e logo trará novidades. Fique ligado!

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